Diário Lander  ·  Ciência

Ela tem menos de um milímetro e faz um trabalho enorme: manter a água dentro e o mundo lá fora.

 

Existe uma camada na superfície da sua pele, mais fina que uma folha de papel, que faz boa parte do trabalho de mantê-la confortável e protegida. Chama-se barreira cutânea — e, quando vai bem, você nem percebe que ela existe.

Quando ela falha, porém, você sente na hora: repuxamento, vermelhidão, sensibilidade, aquela pele que “reage a tudo”.

 

Tijolos e cimento

A imagem que a ciência usa é simples: a barreira é como uma parede. As células da pele são os tijolos; entre elas, um “cimento” de lipídios — ceramidas, colesterol e ácidos graxos, como o linoleico — mantém tudo unido e impermeável. É esse cimento que retém a água por dentro e mantém, do lado de fora, a poluição, o frio e os irritantes.

 

Quando o cimento falta

Banho muito quente, sabonete agressivo, esfoliação em excesso e o ar seco do inverno vão removendo essa camada de proteção. Sem ela, a água vai embora e a pele fica vulnerável. É por isso que, no frio, tanta gente sente a pele mudar tanto — não é do nada: é a barreira cutânea pedindo socorro.

 

Como reforçar

A boa notícia é que dá para repor. Limpeza suave, água morna ou fria, menos esfoliação — e devolver à pele os lipídios que ela perdeu. O óleo de semente de uva atua justamente aqui: rico em ácido linoleico ele repõe um dos elementos  fundamentais para a recomposiçào da barreira cutânea.

Pele saudável não é aparência. É função de barreira preservada — estrato córneo íntegro e perda de água controlada.

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Cuide da barreira. O resto fica muito mais fácil.

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